OpenAI começa a testar, nos Estados Unidos, um formato que coloca imagens de produtos e serviços patrocinados dentro da experiência de utilização da inteligência artificial.
A publicidade no ChatGPT prepara-se para deixar de ser apenas textual. A OpenAI anunciou testes de um novo formato que permitirá apresentar imagens de produtos e serviços patrocinados dentro da plataforma, numa evolução que aproxima a inteligência artificial das lógicas tradicionais de descoberta e recomendação utilizadas pelo mercado publicitário.
Os testes estão previstos para começar no final de Outubro de 2026, inicialmente nos Estados Unidos, com um grupo seleccionado de anunciantes. A experiência acontece depois da introdução de publicidade no ChatGPT gratuito, onde as marcas passaram a poder aparecer através do nome, logótipo e ligação para os seus produtos.
A entrada dos elementos visuais pode alterar a forma como as marcas procuram captar a atenção dos consumidores dentro de plataformas de IA. Em vez de depender apenas de texto e links, os anunciantes passam a ter a possibilidade de apresentar o próprio produto no contexto de uma interacção com o utilizador.
Para a publicidade digital, a mudança é relevante porque aproxima três etapas que tradicionalmente estavam separadas: pesquisa, recomendação e exposição publicitária. Um consumidor que procura informações sobre determinado produto poderá, potencialmente, encontrar conteúdos patrocinados no mesmo ambiente em que recebe respostas geradas por inteligência artificial.
A OpenAI afirma que os anúncios serão apresentados de forma a não interferir nas respostas do ChatGPT e que existirão restrições para contextos considerados sensíveis. Situações de vulnerabilidade emocional e outros cenários delicados deverão ficar excluídos da apresentação de anúncios visuais.
O novo formato também evidencia a importância crescente dos conteúdos visuais na comunicação de marcas. Num ambiente em que a IA passa a funcionar como interface para pesquisa, criação e descoberta, a publicidade deixa de competir apenas pelo espaço de uma página e passa a disputar atenção dentro da própria conversa com o consumidor.
Os anúncios visuais não serão apresentados aos subscritores dos planos pagos, como ChatGPT Plus, Pro e Enterprise. A estratégia está, por isso, concentrada na versão gratuita da plataforma, criando um modelo de monetização que procura transformar a escala de utilização do ChatGPT numa oportunidade para anunciantes.
Mais do que uma alteração de formato, a iniciativa sinaliza uma nova frente para o mercado publicitário. Se os testes forem bem-sucedidos, a combinação entre inteligência artificial, contexto, intenção de pesquisa e conteúdos visuais poderá abrir espaço para uma nova geração de publicidade, na qual a marca deixa de aparecer apenas ao lado da informação e passa a integrar a própria jornada de descoberta do consumidor.
Redacção: ola@targeting.ao





