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Interbrand revela as marcas mais valiosas do mundo em 2026: Apple lidera, Nvidia dispara e Tesla afunda

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Por Targeting
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A Interbrand divulgou a edição 2026 do seu relatório “Best Global Brands”, que avalia as 100 marcas mais valiosas do mundo. No conjunto, estas marcas valem 3,9 biliões de dólares, um crescimento de 8,1% face ao ano anterior, impulsionado sobretudo pela tecnologia, que representa 48% do valor total da lista e ocupa cinco das seis primeiras posições do ranking.

Apple mantém a liderança, mas a Nvidia é a grande protagonista

A Apple continua no topo do ranking, com uma marca avaliada em 514,6 mil milhões de dólares, um crescimento de 9,3%. Seguem-se a Microsoft (443,7 mil milhões, +14,2%), a Google (389,3 mil milhões, +22,8%) e a Amazon (351,8 mil milhões, +10%).

A verdadeira revelação da edição deste ano é, no entanto, a Nvidia, que entra pela primeira vez no top 10 global, na 6.ª posição, depois de um crescimento de 71,5%, o maior de todo o ranking, para 74 mil milhões de dólares, reflectindo a procura disparada por tecnologia ligada à inteligência artificial. Completam o top 10 a Samsung, o Instagram, a Coca-Cola, a Toyota e o YouTube. A McDonald’s e a Mercedes-Benz saíram das dez primeiras posições este ano.

O automóvel é o sector que mais perde terreno

Se a tecnologia puxa o ranking para cima, o sector automóvel foi o que mais recuou em 2026. A Toyota, ainda assim a marca automóvel mais valiosa do ranking, perdeu quase 20% do valor da sua marca. A Volkswagen caiu 23%, a Honda 22%, a Mercedes-Benz 19% e a BMW 18%. O caso mais acentuado é o da Tesla: a marca perdeu 38% do seu valor, caindo para 18,3 mil milhões de dólares, e desceu 25 posições no ranking, da 25ª para a 50ª. É já o segundo ano consecutivo de queda acentuada para a Tesla, depois de uma quebra de 35% em 2025.

A Interbrand associa a travagem do sector a marcas como Kia, BYD e Ferrari, que têm conseguido dar aos consumidores razões mais claras para comprar os seus veículos, uma vantagem que, segundo a leitura do relatório, as marcas em queda não têm conseguido replicar.

Novas entradas e outros destaques

Entraram este ano no ranking a seguradora Zurich, o conglomerado japonês Hitachi, a GE HealthCare e a Hewlett Packard Enterprise. Entre as marcas que mais cresceram fora do top 10 estão o YouTube (+21,7%), a Netflix (23.ª posição, +21,7%) e o Spotify (39.ª posição, +37,8%), sinal de que o entretenimento digital ultrapassou o automóvel como segundo sector mais valioso do ranking, atrás apenas da tecnologia.

“Marcas fortes já não são automaticamente recompensadas com crescimento superior”

A leitura central do relatório deste ano vai além dos números: a Interbrand alerta para um fosso cada vez maior entre marcas que conseguem converter a sua força em crescimento real de negócio e marcas que continuam a depender, sobretudo, de reputação acumulada.

Segundo a análise, ter uma marca forte deixou de ser, por si só, garantia de crescimento acima da média, as empresas que mais cresceram este ano foram as que souberam transformar essa força em procura concreta e diferenciação efectiva no mercado. A metodologia da Interbrand avalia o desempenho financeiro das marcas, o seu papel nas decisões de compra e a sua capacidade de gerar procura e resultados futuros, com o apoio da Paradigm Sample e da Omni AI, da Omnicom Group.

Redacção: ola@targeting.ao

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