Novo modelo, denominado “Pace”, prevê modernização da cadeia de abastecimento, organização em três geografias e criação de um novo campus em Bengaluru, na Índia.
A Nike anunciou mudanças no seu modelo operacional para acelerar a execução da estratégia “Sport Offense” e criar uma estrutura mais ágil, eficiente e próxima dos atletas e consumidores. A empresa informou ainda que o processo deverá resultar na redução de funções, com decisões sobre os postos afectados a começarem em 2027.
As alterações fazem parte do programa “Pace”, apresentado pela companhia como uma evolução do seu modelo de operação e não como uma resposta a um único trimestre. A iniciativa assenta em quatro prioridades: modernização da cadeia de abastecimento, reorganização geográfica, criação de um novo campus na Índia e transformação da estrutura de trabalho e da força laboral.
Na cadeia de abastecimento, a Nike pretende avançar com soluções tecnológicas e uma estrutura de custos mais variável, procurando aumentar a flexibilidade e a capacidade de resposta à procura dos consumidores. Segundo a empresa, a modernização deverá contribuir para melhorar a velocidade, o serviço e a rentabilidade das operações.
Outra mudança será a organização da Nike em três grandes geografias: Américas, que reunirá América do Norte e América Latina; APGC, que juntará Ásia-Pacífico e Grande China; e EMEA, que manterá a actual configuração responsável pela Europa, Médio Oriente e África. A liderança da APGC passará a estar baseada em Singapura, com parte das funções actualmente localizadas em Beaverton, nos Estados Unidos, a aproximar-se dos mercados da região a partir do ano fiscal de 2028.
Na Índia, a Nike vai estabelecer um novo campus em Bengaluru, cidade que a empresa considera estratégica pelo potencial de crescimento, capacidade industrial e disponibilidade de talento. A nova estrutura deverá apoiar operações da Nike, Jordan Brand e Converse e desenvolver competências destinadas aos mercados globais, com expansão prevista ao longo dos próximos anos.
A transformação operacional terá também impacto na estrutura de pessoal. A Nike afirma que precisará de menos funções ao longo do tempo, à medida que redirecciona investimentos para áreas como inovação de produto, construção de marca, ligação aos consumidores, desporto e crescimento. A empresa não divulgou, nesta fase, o número de postos que poderão ser afectados.
Segundo Elliott Hill, Presidente e CEO da NIKE, as mudanças procuram criar uma empresa “mais rápida” e mais próxima dos atletas e consumidores. O executivo indicou que a companhia continuará a comunicar internamente os próximos passos, sendo que as decisões relativas às funções afectadas começarão a ser tomadas a partir de 2027.
A Nike prevê apresentar mais detalhes sobre o novo ciclo de crescimento e o impacto financeiro do programa “Pace” durante o Investor Day, marcado para 16 e 17 de Novembro.
A empresa deverá abordar nessa ocasião o plano financeiro e a forma como as mudanças operacionais se enquadram na estratégia de longo prazo.
Redacção: ola@targeting.ao





