O CANAL+ e a LALIGA anunciaram, a 28 de Setembro de 2026, um acordo estratégico para reforçar o combate à pirataria de conteúdos desportivos em quase 50 países da Europa, África Subsariana e Haiti.
A parceria permitirá às duas organizações partilhar informações, coordenar estratégias de fiscalização e acelerar medidas contra redes que distribuem ilegalmente transmissões desportivas em diferentes territórios.
Segundo as organizações, o acordo procura proteger os direitos audiovisuais e reduzir o impacto da distribuição ilegal de jogos sobre o financiamento do ecossistema desportivo. Entre as áreas afectadas estão o apoio a clubes, academias de formação e investimentos relacionados com a produção e transmissão das competições.
O CANAL+ considera a pirataria uma questão que ultrapassa os direitos de autor e que pode afectar o investimento e o valor dos direitos audiovisuais. A LALIGA, por sua vez, enquadra a cooperação como uma forma de combinar tecnologia, informação e capacidade operacional para identificar e combater redes de distribuição ilegal.
Maxime Saada, CEO do CANAL+, afirmou que a partilha de experiência entre as duas organizações deverá reforçar a capacidade de actuação contra a pirataria.
Javier Tebas, presidente da LALIGA, defendeu que o combate à distribuição ilegal exige cooperação entre diferentes organizações, apontando a parceria com o CANAL+ como uma forma de proteger o investimento de emissoras e clubes.
O acordo surge num contexto em que os conteúdos desportivos transmitidos por plataformas digitais e televisivas continuam a ser alvo de distribuição não autorizada, colocando pressão sobre os modelos de financiamento baseados nos direitos de transmissão.
O CANAL+ opera em mais de 70 países e conta, segundo os dados divulgados pela empresa, com mais de 40 milhões de assinantes. O grupo desenvolve actividades de produção, transmissão, distribuição e agregação de conteúdos audiovisuais, com presença na Europa e em África.
Redacção: ola@targeting.ao




