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Segmento de audiolivros do Spotify chegam ao mercado angolano até final de 2026

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O Spotify anunciou, na Feira do Livro de Frankfurt, a expansão dos seus audiolivros de 22 para mais de 180 mercados até ao final de 2026, um alcance que passa a incluir Angola. A medida integra-se num movimento mais amplo da plataforma para consolidar os audiolivros como um dos seus principais pilares de crescimento, a par da música e dos podcasts.

Com esta expansão, o Spotify estima alcançar mais de 750 milhões de pessoas em todo o mundo. Os novos mercados têm acesso a mais de 350 mil títulos, em mais de 120 línguas, incluindo português, espanhol, italiano e polaco, resultado de acordos não-exclusivos com editoras internacionais. Globalmente, a empresa refere ter já mais de 800 mil audiolivros disponíveis, de quase 300 editoras e mais de 50 mil autores.

A plataforma de streaming opera actualmente dois modelos de acesso aos audiolivros. Em mercados como Portugal, Brasil, Itália, Espanha, México ou Polónia, os subscritores Premium elegíveis têm 12 horas de audição incluídas na mensalidade, sem custo adicional. Noutros mercados, sobretudo em África, na Ásia e na Argentina, o acesso principal faz-se através do Audiobooks+, um extra pago à parte, com horas adicionais de audição por mês, disponível a qualquer ouvinte independentemente do plano. É este último o modelo previsto para a generalidade dos mercados africanos; a Spotify não detalhou ainda os termos exactos de preço e horas para Angola.

A par da expansão geográfica, o Spotify apresentou melhorias à funcionalidade “Page Match“, que permite a qualquer utilizador digitalizar o código ISBN de um livro físico ou digital e retomar a leitura em áudio exactamente a partir da página onde ficou. Lançada em Fevereiro, esta funcionalidade já foi usada por mais de um milhão de pessoas e está disponível em mais de 30 línguas. A empresa anunciou também que o Audiobooks+ passará a estar disponível nos planos Student, a partir de Novembro, começando pela Irlanda, Bélgica, Áustria e Finlândia, com expansão prevista a mais mercados ao longo do próximo ano.

Os números divulgados pelo próprio Spotify mostram uma aposta que já começa a dar retorno: o Audiobooks+, lançado há cerca de um ano, conta com mais de um milhão de subscritores e gera mais de 100 milhões de dólares em receita anual recorrente. Os audiolivros Premium, lançados há três anos, registaram um crescimento de quase 40% no número de ouvintes mensais no último ano, com as horas de audição a subirem mais de 30% no mesmo período.

Para Owen Smith, Vice-Presidente de Audiolivros do Spotify, os livros “mudam a forma como as pessoas vêem o mundo e se vêem umas às outras”, e os audiolivros têm ajudado muita gente a voltar a ler, uma leitura que a empresa usa para justificar a aposta como algo que vai além de um simples produto adicional ao catálogo de streaming.

A chegada dos audiolivros do Spotify ao mercado nacional surge num contexto em que o consumo de conteúdo em áudio (música, podcasts, rádio digital) ganha adesão significativa no país, permitindo a abertura de uma nova frente de consumo cultural digital, com potencial impacto tanto para o acesso à leitura como para o mercado publicitário e de parcerias de conteúdo ligado a livros, autores e editoras em língua portuguesa.

Redacção: ola@targeting.ao

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