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Consumo mundial de bebidas álcoolicas deverá diminuir na próxima década

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Por Targeting
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O consumo mundial de bebidas alcoólicas deverá registar uma ligeira redução ao longo dos próximos dez anos, apesar do aumento da população em idade legal para consumir álcool. A previsão consta de um estudo divulgado pela consultora internacional IWSR, especializada na análise do mercado de bebidas.

Segundo o relatório, o consumo global deverá continuar a recuar até 2031, seguindo-se uma recuperação gradual nos anos seguintes. Ainda assim, em 2035 o volume consumido deverá permanecer cerca de 1% abaixo dos níveis registados em 2025, apesar de a população em idade legal para consumir álcool crescer cerca de 9% no mesmo período.

A consultora atribui esta tendência a vários factores, como o aumento do custo de vida, a mudança dos hábitos de consumo, maior preocupação com a saúde e a crescente utilização de medicamentos para perda de peso, que poderão influenciar a procura por bebidas alcoólicas.

O estudo aponta, ainda, para uma alteração no mapa mundial do consumo. Enquanto mercados tradicionais, como China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Reino Unido, deverão registar quedas, economias emergentes, como Índia, México, Colômbia e Vietname, deverão ganhar maior relevância no sector. A previsão indica que a Índia poderá tornar-se, em 2032, o segundo maior mercado mundial de bebidas alcoólicas, atrás apenas da China.

No que respeita às categorias de bebidas, o vinho deverá registar a maior redução de consumo durante a próxima década, seguido das bebidas espirituosas e da cerveja. Em sentido contrário, as bebidas prontas a consumir (RTD, na sigla em inglês), como cocktails engarrafados ou enlatados, deverão continuar a crescer e reforçar a sua quota no mercado mundial.

Para Marten Lodewijks, presidente e director-geral da IWSR, o mercado de bebidas alcoólicas será significativamente diferente do actual até 2035, obrigando os produtores a adaptar as suas estratégias às novas preferências dos consumidores e à redistribuição geográfica da procura.

Redacção: ola@targeting.ao

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