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Google lidera ranking global das marcas mais valiosas e encerra hegemonia da Apple

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Por Targeting
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A Kantar tornou pública a edição 2026 do ranking BrandZ Top 100 Most Valuable Global Brands, relatório que evidencia uma reconfiguração relevante na hierarquia global das marcas mais valiosas, num contexto macroeconómico caracterizado pela intensificação da Inteligência Artificial, pela maturação dos processos de digitalização e pela recomposição dos padrões de consumo à escala internacional.

De acordo com o estudo, a Google reassume a liderança mundial do ranking pela primeira vez desde 2018, ultrapassando a Apple após uma valorização anual de 57%, situando-se com um valor de marca estimado em 1,48 mil milhões de dólares. A Apple recua para a segunda posição, com avaliação próxima de 1,38 milhões de dólares de dólares, encerrando um ciclo de quatro exercícios consecutivos no topo da classificação.

A estrutura do pódio mantém-se fortemente concentrada no segmento tecnológico, com a Microsoft a ocupar a terceira posição, com valorização estimada em 1,11 milhões de dólares de dólares, seguida pela Amazon, com 1,02 milhões de dólares de dólares. A NVIDIA consolida a quinta posição, destacando-se por um dos desempenhos mais expressivos do período, com crescimento anual de 60%.

O relatório regista, pela primeira vez, a coexistência de quatro marcas acima do limiar de 1 mil milhões de dólares em valor individual (Google, Apple, Microsoft e Amazon), sinalizando uma concentração estrutural de valor no ecossistema tecnológico norte-americano e uma crescente assimetria face a outros sectores económicos globais.

Google lidera ranking global das marcas mais valiosas e encerra hegemonia da Apple

Inteligência Artificial acelera valorização das marcas

A Kantar identifica a Inteligência Artificial como variável determinante na reconfiguração do valor de marca, ao alterar de forma substantiva os mecanismos de mediação entre consumidores e empresas, bem como os modelos de diferenciação competitiva. A incorporação de sistemas de IA generativa, arquitecturas de personalização algorítmica e interfaces digitais adaptativas é apresentada como vector central na consolidação da relevância de marca.

Neste enquadramento, o segmento emergente da Inteligência Artificial regista expansão acelerada. A Anthropic entra pela primeira vez no Top 100 global através da sua ferramenta de IA, o Claude, posicionando-se na 27ª posição, com valor estimado em 96,6 mil milhões de dólares. Paralelamente, a OpenAI apresenta a maior variação percentual do ranking, com apreciação de 285% face ao exercício anterior, reflectindo a aceleração do seu posicionamento no mercado global de tecnologia aplicada.

No eixo asiático, o relatório assinala a intensificação da projecção internacional de conglomerados chineses, com a Tencent, Alibaba, Xiaomi e ICBC a registarem trajectórias de valorização sustentadas, suportadas por capacidade de adaptação tecnológica, eficiência operacional e expansão de mercados.

No contexto europeu, o crescimento agregado das marcas situou-se em 14%, inferior ao desempenho norte-americano, ainda que com menor incidência de depreciações. Destacam-se neste segmento a Siemens, a SAP e a Booking.com, com evolução positiva associada à intensificação da componente tecnológica nos respectivos modelos de negócio.

No segmento da moda, a Zara ultrapassa a Nike, assumindo a liderança global do vestuário em termos de valor de marca, com avaliação superior a 44 mil milhões de dólares, num movimento atribuído à incorporação de sistemas de inteligência artificial na optimização de experiência de consumo e gestão de retalho.

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No segmento do luxo, a Hermès supera a Louis Vuitton, consolidando a sua posição como marca de maior valor do sector, num contexto de reforço da diferenciação simbólica e expansão controlada da base de consumidores.

No sector financeiro, o relatório aponta para a consolidação de trajectórias positivas por parte de instituições bancárias globais, com destaque para o JPMorgan Chase e o HSBC, suportadas pelo reforço da confiança institucional e pela modernização dos canais de prestação de serviços.

No agregado, o valor conjunto das 100 marcas mais valiosas atinge 13,1 mil milhões de dólares em 2026, representando uma expansão de 22% em termos homólogos, reflectindo uma crescente concentração de valor em ecossistemas tecnológicos altamente integrados e orientados por dados, inteligência artificial e escalabilidade digital.

Redacção: ola@targeting.ao

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