Um estudo divulgado pela Adobe revela que 87% dos criadores que utilizam ferramentas de IA consideram que a tecnologia contribuiu para o crescimento do seu negócio ou da sua audiência.
Os dados constam da edição de 2026 do “Adobe’s 2026 Creators’ Toolkit Report“, baseada num inquérito a mais de 16 mil criadores de conteúdos dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Coreia do Sul, Japão, Índia e Austrália.
Segundo o relatório, 75% dos inquiridos afirmam que a inteligência artificial já está integrada ou se tornou essencial nos seus processos de trabalho, pelo que a tecnologia deixou de ser encarada como uma experiência pontual para assumir papel permanente na produção de conteúdos.
O estudo indica ainda que 63% dos criadores dizem sentir-se mais confiantes ou mais profissionais desde que começaram a recorrer à IA nas suas actividades criativas. Já 48% consideram que a tecnologia lhes dá maior segurança em relação ao futuro da profissão, enquanto 40% afirmam que os conteúdos produzidos com apoio da IA obtêm, de forma consistente, melhor desempenho junto do público.
Apesar da crescente adopção destas ferramentas, o relatório mostra que a diferenciação continua a depender da intervenção humana. Entre os criadores que consideram mais difícil destacar-se do que há um ano, 53% apontam o aumento do volume de conteúdos publicados como o principal obstáculo, ao passo que 42% entendem que a proliferação de conteúdos gerados por inteligência artificial dificulta evidenciar vozes criativas próprias.
Ainda assim, 58% dos participantes afirmam que o recurso à IA reforçou a capacidade de competir com equipas ou estúdios de maior dimensão. Além disso, 85% consideram que os conteúdos produzidos com recurso à inteligência artificial continuam a reflectir a sua identidade criativa, enquanto 81% defendem que o julgamento humano permanece indispensável para definir a qualidade e o valor criativo de um trabalho.
O relatório analisa igualmente as expectativas em torno da denominada IA agêntica, capaz de executar tarefas de forma autónoma. Segundo o estudo, os criadores esperam que estas ferramentas assumam sobretudo actividades administrativas e repetitivas, libertando mais tempo para o desenvolvimento de ideias, direcção criativa e aprendizagem de novas competências.
Para Mike Polner, vice-presidente e responsável pelo marketing de produto para criadores na Adobe, “a inteligência artificial está a transformar a forma como o trabalho criativo é realizado, mas factores como a visão, o gosto e a capacidade de decisão continuam a distinguir os profissionais num mercado cada vez mais competitivo”.
Redacção: ola@targeting.ao


