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Mundial 2026: a concorrência é o jogo de todas as emoções

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Por Targeting
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Há muitos anos que o Mundial de Futebol conquistou o pódio de maior evento desportivo do mundo a cada quatro anos e é, sem dúvidas, uma grande festa do desporto internacional. Desde o conjunto das selecções, à interacção entre os adeptos de diferentes países, e o intercâmbio cultural, este vive-se acima de tudo, pela beleza e magia dos seus executantes.

A edição de 2026, traz ainda mais novidades, começando por ser o maior e mais longo de todos os tempos: são 48 selecções qualificadas, sendo 10 africanas (a maior representatividade de sempre) divididas em 12 grupos, para 104 jogos, em três paises-sede (México, Canadá e EUA), 16 estádios oficiais, durante 39 dias de competição.

Para os amantes de futebol haverá jogadas, drama e golos para todos os gostos. Uma mão-cheia de ingredientes para fazer do evento o mais espectacular de sempre.

Pelo mundo, em África, e particularmente em Angola, a competição vive-se com a mesma febre, agora que começou, já há uma disputa no ar entre as empresas de media que anima os adeptos: a guerra comercial.

O país conta com duas operadoras/distribuidoras de televisão por satélite (DStv e ZAP) e, pela primeira vez, ambas operadoras anunciaram a aquisição da totalidade dos direitos de transmissão da competição.

Tradicionalmente, o mundial de futebol tem sido um produto da DStv, tendo a operadora reclamado até à actualidade a transmissão exclusiva do evento em Angola, desde o mundial de 2010, realizado na África do Sul.

Contudo, as contas hoje são diferentes. A ZAP, operadora nacional e líder de mercado, com dois terços dos subscritores contabilizados, vai transmitir todos os 104 jogos, tal como a DStv.

E se a disputa ficasse apenas por aí, seria uma simples preferência. No entanto, ao anúncio com pompa da ZAP, a DStv respondeu com uma operação comercial agressiva: reduziu o valor de aquisição do seu equipamento para 7.000Kzs (antes, 12.500Kzs) e colocou o Mundial no seu pacote de entrada, o DStv Fácil: 3.700kzs/mês, tornando o produto, habitualmente acessível a poucos, disponível para a sua larga base.

Em contra-resposta, a ZAP também reduziu o valor do seu equipamento para 11.900Kzs (antes, 16.900Kzs), anunciou o mundial no seu pacote de entrada, o ZAP Mini, mas com um elemento adicional: Faz um forte apelo para o seu pagamento fraccionado, o Tá Fácil, 1.400Kzs/7 dias. A DStv, entretanto, bate igualmente forte no seu fraccionado: 1.100Kzs/7 dias.

Esta conversa ganha um interesse particular porque coloca a disputa pelo cliente no centro das decisões comerciais, torna o mercado mais dinâmico e realça a virtude de existir concorrência.

A conversa não é necessariamente sobre golos ou futebol, mas sim de jogadas comerciais enriquecedoras do mercado, valorizadoras do consumidor e dos seus parcos recursos financeiros.

Outro pormenor a considerar é o valor da ocasião. O mundial só acontece uma vez a cada quatro anos e este ano estamos em presença de um acelerador comercial, iniciado pela ousada aposta dos novos proprietários da DStv, o Canal+, democratizando o acesso a conteúdos premium, e pela pronta resposta da ZAP, na consolidação da sua posição de líder.

No fim, é o consumidor angolano que sai como o principal vencedor, tem acesso a um conteúdo rico, disponível em ambas plataformas e onde a decisão final valerá pelo melhor apelo, pela consistência e intensidade na comunicação, e pelo valor dos serviços de cada uma das operadoras.

É o poder da concorrência. É o mercado a ganhar valor. É o Mundial de Futebol.

Cândida Bastos

Publicitária, Estratega Digital

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