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The Economist lança campanha publicitária a questionar a dependência de IA

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Por Targeting
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O jornal britânico The Economist lançou uma campanha publicitária de media exterior (OOH) que questiona a utilização crescente da inteligência artificial, num momento em que o sector da comunicação social debate o impacto da tecnologia na produção e no consumo de conteúdos jornalísticos.

A campanha foi desenvolvida em parceria com a agência criativa independente Cocogun, sediada em Sydney, e assenta em outdoors minimalistas de fundo vermelho, com mensagens curtas e directas, entre elas “Think Outside The Bot” (“pensa fora do robô”) e “Actual Intelligence” (“inteligência real”), um trocadilho com a sigla “AI” (Artificial Intelligence). As peças mantêm a identidade visual da marca, reconhecível pela paleta reduzida de cores e pela tipografia serifada característica da publicação.

Os anúncios estão a ser exibidos em pontos de grande visibilidade em Nova Iorque e Chicago, incluindo estações de metro, e no Reino Unido, em locais como Leicester Square, Carnaby Street e Canary Wharf, em Londres.

A campanha surge integrada numa estratégia mais alargada da The Economist para reforçar a relação directa com os seus leitores num contexto de menor tráfego proveniente de motores de pesquisa, à medida que assistentes de IA se tornam, para muitos utilizadores, o primeiro ponto de acesso à informação.

Segundo Nada Arnot, directora executiva de marketing da publicação, a escolha de parceiros criativos é decisiva para manter a marca relevante junto do público actual, mantendo ao mesmo tempo a identidade construída ao longo de mais de 180 anos de história.

A publicação tem também assumido publicamente uma posição cautelosa quanto a acordos de licenciamento de conteúdos com empresas de IA, que considera concorrentes directos. Em declarações citadas pela imprensa especializada em publicidade, Arnot manifestou reservas quanto às editoras que optam por esse caminho, questionando o retorno obtido em troca da cedência de conteúdo.

A iniciativa da The Economist junta-se a um número crescente de campanhas publicitárias de marcas que adoptam uma postura crítica em relação à IA generativa, numa tendência que tem ganho visibilidade em vários mercados nos últimos meses. Para o sector da comunicação social em particular, o tema tem uma dimensão adicional: a preocupação com a desintermediação entre editoras e leitores, à medida que sistemas de IA passam a resumir ou reformular conteúdos jornalísticos sem redireccionar tráfego para as fontes originais.

Redacção: ola@targeting.ao

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