A Apple confirmou um reajuste global de preços, aumentando os valores de praticamente toda a linha de iPads e MacBooks em uma média de 20%. A decisão foi justificada pelo aumento dos custos dos chips de memória e armazenamento, impulsionado pela crescente procura associada ao desenvolvimento de infraestruturas de inteligência artificial (IA).
Segundo a Apple, a rápida expansão dos centros de dados dedicados à IA provocou um aumento significativo da procura por componentes de memória, pressionando a cadeia de abastecimento global e elevando os custos de produção.
O MacBook Neo, modelo de entrada lançado este ano, passou de 599 dólares para 699 dólares, enquanto o MacBook Air de 512 GB aumentou de 1.099 para 1.299 dólares. No segmento dos tablets, o iPad Air com 128 GB passou a custar 749 dólares, face aos anteriores 599 dólares.
De acordo com a Apple, a empresa absorveu durante vários meses o aumento dos custos dos componentes, mas considera que os preços atingiram níveis considerados insustentáveis. Na semana passada, o director executivo da tecnológica, Tim Cook, já havia admitido que ajustamentos de preços em 2026 seriam “inevitáveis” devido ao aumento dos custos de memória e armazenamento.
A pressão sobre os preços resulta, em grande medida, da reorientação dos principais fabricantes mundiais de memória para o fornecimento de componentes destinados a aplicações de inteligência artificial. Empresas como a Micron, Samsung e SK Hynix têm privilegiado a produção de memória de elevada largura de banda (HBM), utilizada em aceleradores de IA e centros de dados, em detrimento da memória convencional destinada à electrónica de consumo.
Apesar do aumento aplicado aos computadores e tablets, a Apple manteve, para já, inalterados os preços do iPhone, produto que continua a representar cerca de metade das receitas da companhia.
Redacção: ola@targeting.ao


