A Google apresentou, esta quarta-feira, a 11.ª geração da linha Pixel, com destaque para os novos Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL, acompanhados pelo Pixel Watch 5 e pelo inédito Pixel Tag, dispositivo criado para localizar objectos pessoais.
O lançamento, realizado no âmbito do evento Made by Google 2026, reforça a estratégia da tecnológica norte-americana de construir um ecossistema próprio de dispositivos, aproximando a experiência entre smartphones, relógios inteligentes e acessórios de localização.
Pixel Tag estreia na localização de objectos

Uma das principais novidades é o Pixel Tag, o primeiro localizador desenvolvido directamente pela Google, para responder à proposta dos AirTags da Apple. O pequeno dispositivo foi concebido para acompanhar objectos pessoais e utiliza Bluetooth Channel Sounding e Ultra-Wideband (UWB), permitindo localização de maior precisão em dispositivos compatíveis.
Com 28 por 46,1 milímetros e 11,8 gramas, o Pixel Tag conta ainda com certificação IP67, acelerómetro, altifalante e uma bateria CR2032 substituível, com autonomia anunciada superior a um ano.
A entrada neste segmento coloca a Google em concorrência directa com soluções como os AirTags da Apple, ampliando a rede de produtos associados ao sistema Android.
Pixel 11 aposta no Tensor G6 e Inteligência Artificial

A nova família Pixel 11 chega equipada com o processador Tensor G6, desenvolvido para melhorar o desempenho energético e acelerar tarefas relacionadas com inteligência artificial.
A Google indica que a nova unidade de processamento neural (TPU) apresenta um ganho de 50% face à geração anterior. Os equipamentos contam também com o chip de segurança Titan M3, preparado para suportar encriptação pós-quântica no arranque do sistema.
O Pixel 11 apresenta um ecrã OLED de 6,3 polegadas, enquanto os modelos Pro mantêm opções de 6,3 e 6,8 polegadas, com tecnologia LTPO e taxa de actualização entre 1 e 120 Hz.
Na fotografia, o Pixel 11 dispõe de uma configuração com sensores principal de 48 MP, ultra grande-angular de 13 MP e teleobjectiva de 10,8 MP. Nos modelos Pro, a Google eleva a resolução do sensor principal para 50 MP e utiliza sensores de 48 MP nas câmaras ultra grande-angular e teleobjectiva.
As versões Pro suportam ainda zoom digital até 120x e gravação de vídeo em 8K a 30 fotogramas por segundo, através do sistema Video Boost.
IA passa a funcionar directamente no dispositivo
Outro dos focos do lançamento é a inteligência artificial. A integração do Gemini Nano permite executar determinadas funções directamente no aparelho, reduzindo a dependência da ligação à nuvem.
Entre as novidades estão ferramentas para melhorar a conversão de voz em texto, assistência à escrita através do Gboard e tradução em tempo real de língua gestual captada pela câmara frontal.
O Android 17 acrescenta ainda novas possibilidades de partilha de ficheiros com equipamentos Apple e suporte para comunicações de emergência via satélite.
Pixel Watch 5 completa a nova oferta

A Google apresentou também o Pixel Watch 5, disponível em versões de 41 e 45 milímetros. O relógio utiliza o processador Snapdragon W5 Gen 2 e corre o Wear OS 7.
O dispositivo inclui ecrã AMOLED LTPO com até 3.000 nits de brilho, funcionalidades de emergência via satélite e sensores para ECG, oxigénio no sangue, stress e temperatura cutânea.
Apesar da expansão do ecossistema, a Google continua sem renovar a sua linha de tablets. O Pixel Tablet, lançado em 2023, permanece sem sucessor, deixando uma lacuna no portefólio da empresa face à concorrência.
Com os novos smartphones, relógio e localizador, a Google procura consolidar uma experiência mais integrada entre hardware, Android, inteligência artificial e serviços, reforçando a disputa com ecossistemas tecnológicos como o da Apple.
Redacção: ola@targeting.ao


