A WPP, maior grupo de comunicação do mundo será o primeiro parceiro a testar uma nova ferramenta da Meta capaz de transformar dados de campanhas em estratégias criativas optimizadas em tempo real.
A WPP e a Meta deram um novo passo na sua relação estratégica ao anunciar a expansão da sua parceria com foco na criatividade publicitária assistida por inteligência artificial. No centro desta aliança está uma nova solução desenvolvida pela Meta que será integrada na plataforma WPP Open, o ecossistema de marketing com IA do grupo, tornando a WPP no primeiro parceiro global a testá-la.
O objectivo é reduzir o tempo que separa a análise do desempenho de uma campanha da execução de novas ideias criativas. A ferramenta permitirá às equipas de marketing analisar o rendimento dos seus anúncios, gerar novas propostas criativas e optimizar decisões, tudo a partir de um mesmo ambiente de trabalho e com base em dados partilhados entre equipas criativas e de meios.
Entre as capacidades mais relevantes da solução destaca-se a chamada “memória de marca”: um mecanismo capaz de aprender a identidade visual e o tom comunicativo de uma empresa a partir de campanhas anteriores, garantindo coerência nas execuções futuras. A plataforma foi concebida para se integrar nos fluxos de trabalho já existentes nas agências, sem necessidade de alterações estruturais nos processos.
A Unilever será a primeira grande empresa anunciante a utilizar esta integração, participando activamente na fase beta e contribuindo para a definição das funcionalidades da ferramenta. Selina Sykes, vice-presidente global de Transformação Digital, Social e IA para a divisão Beauty & Wellbeing da Unilever, sublinhou que a aposta passa por “mover-se mais depressa, criar de forma mais inteligente e conectar com os consumidores de forma mais efectiva nas plataformas onde passam o seu tempo”.
Do lado da WPP, Elav Horwitz, director de Inovação do grupo, sintectizou a filosofia da parceria: “O futuro da eficácia criativa começa com melhores insights, não apenas saber o que funcionou, mas porquê. É assim que fechamos a distância entre criatividade e meios, transformando insights em ideias e ideias em resultados mensuráveis”.
O ecossistema Meta conta actualmente com mais de 3.500 milhões de utilizadores diários nas suas aplicações e registou um crescimento de 19% nas impressões publicitárias no primeiro trimestre de 2026. Neste cenário de escala crescente, a capacidade de identificar rapidamente o que funciona e replicar esse sucesso tornou-se uma vantagem competitiva determinante para marcas e agências.
Nick Baughan, director de Agências Globais da Meta, resumiu o espírito da iniciativa: “As equipas criativas não deveriam ter de esperar pelos relatórios para saber o que está a funcionar. Estamos a integrar a inteligência criativa da Meta directamente nas ferramentas que as equipas da WPP já utilizam, reduzindo a distância entre a análise e a acção”.
A solução encontra-se actualmente em fase de testes com a WPP e a Unilever, com a Meta a prever uma expansão gradual da sua disponibilidade ao longo dos próximos meses.
No plano mais amplo, esta parceria é mais um sinal de uma tendência que se consolida na indústria: a inteligência artificial não está a substituir a criatividade, está a torná-la mais rápida, mais informada e mais escalável. Para as marcas e agências que souberem tirar partido destas ferramentas, a vantagem competitiva pode ser significativa. Para as que ficarem de fora, o custo da inércia será cada vez mais difícil de justificar.
Redacção: ola@targeting.ao


