Publicidade

UNITEL não exclui ataque deliberado ligado à estreia em bolsa

Targeting
Por Targeting
4 minutos de leitura
Tamanho da Fonte

A UNITEL confirmou, em comunicado ao mercado, que não exclui a hipótese de o ataque cibernético que afectou a sua infra-estrutura tecnológica ter sido um acto deliberado e dirigido, com o possível objectivo de perturbar o processo de admissão das suas acções à negociação em bolsa. A operadora nota, no mesmo comunicado, a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação dos títulos.

O documento, divulgado ao abrigo do artigo 146º do Código dos Valores Mobiliários, complementa a informação já prestada anteriormente pela empresa e surge dois dias depois do ataque, que já era do conhecimento público.

Cronologia do incidente

Segundo o comunicado, o incidente foi identificado às 02h20 do dia 28 de Julho, tendo afectado os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, com impacto tanto em clientes particulares como empresariais. A UNITEL esclarece que os serviços fixos de telecomunicações, assegurados pela rede de fibra óptica e por feixes hertzianos, e utilizados na comunicação entre diversas instituições públicas e empresas, não foram afectados e mantiveram-se operacionais durante todo o incidente.

De acordo com a operadora, as equipas técnicas e de cibersegurança activaram de imediato os protocolos internos de resposta e contenção, considerando o incidente já controlado à data do comunicado. A recuperação dos serviços começou de forma gradual e localizada a partir das 11h45 do dia 29 de Julho.

A empresa reafirma que à hora de divulgação do comunicado (30 de Julho, 08h45), encontravam-se parcialmente repostos os serviços móveis de voz, dados (com excepção de SMS) e acesso à Internet em 14 províncias: Luanda, Bengo, Benguela, Bié, Cuando, Cubango, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Malanje, Lunda-Norte e Namibe. A reposição parcial nas restantes províncias estava prevista para decorrer ao longo do mesmo dia.

Uma dimensão sem precedentes para a operadora

A UNITEL afirma, no comunicado, nunca ter sido confrontada com um incidente desta natureza e desta dimensão, apesar de dispor de sistemas e infra-estruturas de cibersegurança que descreve como robustos e alinhados com as melhores práticas internacionais do sector, incluindo um centro de operações de segurança, planos de continuidade de negócio e de recuperação de desastres, e monitorização contínua de ameaças.

Contexto: a maior operação da bolsa angolana

O incidente ocorreu na véspera da estreia da Unitel na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), no âmbito da maior oferta pública inicial da história do mercado de capitais angolano. A operação, inserida no programa de privatizações PROPRIV, envolveu a venda de 15% do capital da operadora (7,5 milhões de acções) por cerca de 300 mil milhões de kwanzas, com uma oferta que ficou sobre-subscrita em mais de 20%, reunindo mais de 11 mil investidores.

A UNITEL reitera, no comunicado, o compromisso de manter o mercado e os investidores informados de qualquer desenvolvimento relevante, em cumprimento das obrigações legais a que está sujeita enquanto sociedade aberta.

Redacção: ola@targeting.ao

Compartilhe este artigo

Publicidade

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *