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Coca-Cola aponta expansão contida em 2026 após falhar metas de receita

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Por Targeting
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A Coca-Cola entra em 2026 sob o signo da prudência, após encerrar o último trimestre de 2025 com receitas inferiores às expectativas do mercado, cenário que levou a multinacional a projectar uma trajectória de crescimento mais contida para o novo exercício, num contexto de abrandamento da procura em mercados estratégicos e de reajuste da sua estratégia comercial a nível global.

De acordo com o relatório financeiro tornado público pela empresa com sede em Atlanta, as receitas líquidas do período ascenderam a aproximadamente 11,8 mil milhões de dólares norte-americanos, o que representa um incremento de cerca de 2% em termos homólogos. Todavia, o desempenho ficou abaixo das projecções dos analistas, que apontavam para um intervalo entre 12,0 e 12,05 mil milhões de dólares, facto que desencadeou uma reacção desfavorável nos mercados financeiros.

O lucro por acção ajustado (EPS) fixou-se em 0,58 dólares, superando a estimativa consensual de 0,56 dólares, o que denota resiliência operacional, não obstante a desaceleração da linha de receitas. Paralelamente, o volume unitário de vendas registou um crescimento de cerca de 1% no trimestre — o segundo período consecutivo de expansão — sinalizando indícios de estabilização da procura pelos produtos da companhia.

O desempenho heterogéneo reflecte condições de mercado adversas em diversas geografias, com destaque para a moderação da procura na América do Norte e em segmentos da Ásia, factores que condicionaram o ritmo de crescimento da receita. Neste contexto, a empresa prosseguiu com a implementação de ajustamentos de preços e com a diversificação do portefólio de embalagens, privilegiando formatos de menor dimensão e maior acessibilidade, estratégia orientada para captar consumidores mais sensíveis ao preço em mercados maduros.

Em reacção à divulgação dos resultados, os títulos da Coca-Cola registaram uma depreciação superior a 2% nas negociações subsequentes — a mais acentuada desde meados de 2024 — apesar do desempenho favorável ao nível do lucro por acção.

Numa perspectiva anual, a companhia reportou um desempenho consistente ao longo de 2025, com um crescimento orgânico da receita na ordem dos 5%, tanto no trimestre em análise como no exercício completo, mantendo um volume unitário acumulado globalmente estável face a 2024. Acresce que a Coca-Cola evidenciou uma melhoria das margens operacionais e o reforço do seu posicionamento de valor no segmento das bebidas prontas a consumir.

Para o exercício de 2026, a empresa projecta um crescimento orgânico da receita situado entre 4% e 5% e uma progressão de 7% a 8% no lucro por acção ajustado, projecções que traduzem uma postura prudencial perante o actual quadro de incerteza económica internacional.

Analistas de mercado assinalam que, pese embora as pressões sobre a receita, a companhia continua a beneficiar de tendências de consumo favoráveis, designadamente o aumento da procura por bebidas com reduzido teor de açúcar e por alternativas no portefólio, como a Coca-Cola Zero, que registou um crescimento expressivo de volume em mercados estratégicos.

Redacção: ola@targeting.ao

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