O comércio global deverá enfrentar um quadro de estagnação em 2026, em consequência de um crescimento económico mais moderado e de riscos persistentes nas cadeias de valor internacionais, segundo análise divulgada pelo grupo de seguros de crédito Crédito y Caución.
Observe-se que o relatório indica que o ritmo de expansão do comércio internacional tem vindo a perder fôlego, por isso colocando desafios adicionais às exportações e importações em várias regiões do mundo. Dado que as economias desenvolvidas registam um desempenho económico mais contido, a dinâmica das trocas comerciais reflecte um contexto global assente em recuperação desigual e incerteza macroeconómica.
A análise aponta para um ambiente em que a demanda agregada global não apresenta aceleração significativa, o que contribui para que o comércio internacional não registe saltos expressivos de crescimento neste ano. Isto é, apesar de alguns sectores terem mostrado resiliência — como os relacionados com tecnologias de informação e comunicações — outros segmentos industriais mais tradicionais enfrentam pressões resultantes de custos elevados, inovação lenta e ajustamento nas cadeias logísticas.
Saliente-se ainda que o relatório de comércio global assinala riscos geopolíticos e tensões em sectores estratégicos que podem influenciar negativamente os fluxos de bens e serviços. Por essa razão, as empresas exportadoras e importadoras são aconselhadas a reforçar estratégias de mitigação de risco, nomeadamente através de seguro de crédito, diversificação de mercados e optimização de cadeias de suprimento.
A estagnação do comércio internacional em 2026 surge num momento em que a recuperação económica pós-pandemia tem apresentado trajectórias divergentes nas distintas regiões. De modo que algumas economias emergentes continuam a crescer a um ritmo mais forte do que as economias avançadas, no entanto o crescimento global agregado não é suficiente para impulsionar a aceleração do comércio como observado em anos anteriores.
Em termos regionais, o destaque positivo vai para África, apontada no relatório como uma verdadeira “excepção favorável”, beneficiando de maior integração comercial e de investimentos estruturais em infraestruturas, factores que deverão sustentar um crescimento acima da média em contraste com outras regiões.
Redacção: ola@targeting.ao





