O mais recente ranking global de valor de marca, elaborado pela Brand Finance, evidencia que a Apple reforçou, em 2026, a sua posição como o activo de marca de maior valor económico à escala mundial, ao atingir uma valorização estimada em 607,6 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento homólogo de 6%.
O relatório Brand Finance Global 500 destaca que as marcas tecnológicas norte-americanas continuam a exercer uma predominância sistémica no top 10 do ranking Global 500, com os quatro primeiros posicionamentos a manterem-se inalterados. A Microsoft ocupa a segunda posição, após uma valorização homóloga de 23%, fixando o seu valor de marca em 565,2 mil milhões de dólares, enquanto a Google se mantém em terceiro lugar, com um crescimento de 5%, para 433,1 mil milhões de dólares. A Amazon encerra a quarta posição.
Por outro lado, um dos movimentos mais relevantes do relatório é protagonizado pela Nvidia, que registou uma valorização extraordinária de 110%, elevando o seu valor de marca para 184,3 mil milhões de dólares. Consequentemente, a empresa escala posições no ranking global e afirma-se como uma das marcas de maior crescimento em 2026.
Ainda no top 10, a TikTok ascende à sexta posição, após um crescimento de 45% no seu valor de marca, totalizando 153,5 mil milhões de dólares, indicador de uma trajectória de expansão global sustentada. Em sentido oposto, apesar de um crescimento moderado de 3%, o Walmart recua duas posições para o sétimo lugar.
Observe-se igualmente que outras marcas de elevada relevância sistémica, como o Samsung Group, o Meta e a State Grid Corporation of China, mantiveram-se entre as dez primeiras posições. Este facto aponta para uma distribuição sectorial e geográfica relativamente diversificada, não obstante a predominância estrutural das empresas norte-americanas no ranking.

O relatório indica ainda que o valor agregado das 500 marcas mais valiosas do mundo registou um crescimento aproximado de 11%, evoluindo de 9,5 biliões de dólares em 2025 para cerca de 10,4 biliões de dólares em 2026, o que sinaliza uma trajectória de recuperação e expansão sustentada do capital simbólico das marcas globais.
No que respeita à origem geográfica, os Estados Unidos concentram mais de 53% do valor total do ranking, seguidos pela China e pela Alemanha, com 15,1% e 5,6%, respectivamente. Por conseguinte, estes dados reforçam a centralidade das marcas tecnológicas norte-americanas na arquitectura global de criação e valorização de activos de marca.
Redacção: ola@targeting.ao





