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“Mexidas” profundas na Coca‑Cola criam pela primeira vez o cargo de Chief Digital Officer  

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Por Targeting
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A série de alterações concentra-se na estrutura de liderança operacional da Coca-Cola, que passa a incluir, pela primeira vez, a criação do cargo de Chief Digital Officer, com vista a acelerar a sua transformação digital em escala global da multinacional.

As mudanças, que terão efeito a partir de 31 de março de 2026, coincidem com a transição de Henrique Braun para a posição de Chief Executive Officer (CEO), sucedendo a James Quincey, que passará a exercer o cargo de Executive Chairman do Conselho de Administração, como já tinha sido anunciado em dezembro de 2025. 

No âmbito da reorganização, a empresa criou a função de Chief Digital Officer, visando unir em nível global as estratégias de digitalização, dados e excelência operacional. Este novo cargo foi atribuído a Sedef Salingan Sahin, até agora presidente da unidade operacional da Coca‑Cola para a região da Eurasia e Médio Oriente, que passará a reportar directamente ao novo CEO. 

De acordo com a empresa, Sahin liderará a próxima fase da trajectória digital da Coca‑Cola, integrando a rede digital da companhia e coordenando os esforços transversais das funções relacionadas com tecnologia e dados, com objectivo de simplificar processos, fortalecer a execução estratégica e responder com maior rapidez às dinâmicas de mercado. 

LER TAMBÉM: Coca‑Cola nomeia Henrique Braun como CEO global a partir de março de 2026

A reorganização inclui ainda a transferência de responsabilidades de liderança de clientes e comercial para Manolo Arroyo, que assumirá o cargo de Executive Vice President and Chief Marketing and Customer Commercial Officer. O actual presidente e CFO, John Murphy, conservará as suas funções, continuando a supervisionar áreas como estratégia global, relações com investidores e desenvolvimento corporativo. 

Paralelamente, a Coca‑Cola anunciou a criação de dois novos agrupamentos de mercados com reporte directo ao CEO, destinados a aumentar o foco em Ásia, África e Médio Oriente. Entre estes, estão unidades que combinam várias regiões operacionais sob liderança específica, incluindo mercados emergentes e grandes mercados regionais. 

Segundo a empresa, estas alterações estruturais procuram dotar a organização de maior agilidade e capacidade de adaptação face às condições dinâmicas dos mercados mundiais, com líderes experientes à frente das novas unidades regionais.

Redacção: ola@targeting.ao

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