Marcelino Caoio apresentou a Propri, plataforma tecnológica que passa a apoiar marcas angolanas na identificação e mitigação de fraudes digitais. A solução, propriedade da Viralize e desenvolvida no país, recorre a tecnologia e inteligência artificial para detectar, classificar e mitigar ocorrências associadas ao uso indevido de marcas.
O surgimento da plataforma ocorre num contexto de expansão acelerada do uso da internet em Angola, sendo que, paralelamente, se verifica o aumento de práticas fraudulentas no espaço digital. A Propri defende que entre as ocorrências mais frequentes constam páginas falsas que imitam instituições financeiras, perfis que se fazem passar por operadoras de telecomunicações, bem como anúncios enganosos em marketplaces e esquemas de phishing cada vez mais sofisticados. Tais práticas têm resultado em prejuízos para consumidores, perda de confiança nos canais digitais e danos reputacionais para as empresas.
De acordo com informações partilhadas com o TARGETING, a Propri apresenta-se como uma resposta estruturada a este cenário, na medida em que oferece um sistema contínuo de monitorização e protecção de marcas. A plataforma realiza varreduras automáticas diárias em motores de busca, redes sociais e marketplaces, analisando as ocorrências com recurso à inteligência artificial, pelo que as classifica como normais, suspeitas ou potenciais fraudes.
Por outro lado, sempre que uma ameaça é identificada, o sistema emite alertas detalhados e recomenda acções específicas, facilitando, igualmente, a adopção de medidas correctivas. Acrescenta ainda que a solução gera notificações legais de remoção e permite o acesso directo aos mecanismos de denúncia das plataformas digitais, o que, segundo sustenta, contribui para maior celeridade na resposta às ocorrências.

Citado no comunicado, Marcelino Caoio afirma que, até ao momento, a protecção de marcas online exigia recursos técnicos, equipas especializadas e disponibilidade operacional, factores que, conforme observa, limitavam o acesso de muitas empresas a este tipo de serviço. Neste quadro, explica, a Propri surge com o objectivo de simplificar o processo e torná-lo mais acessível.
De igual modo, a startupp afirma indica que Angola conta actualmente com mais de 15 milhões de utilizadores de internet, registando-se, por conseguinte, um crescimento significativo do ecossistema digital. Não obstante, ressalva que este avanço tem sido acompanhado por um aumento proporcional das fraudes online, sendo que o segmento de protecção de marcas permanece ainda pouco explorado, sobretudo no que respeita a soluções adaptadas ao contexto nacional.
A Propri pretende colmatar esta lacuna, disponibilizando uma ferramenta ajustada à realidade angolana. Entre os próximos desenvolvimentos, a nota destaca a implementação de tecnologias de reconhecimento de imagem para detecção do uso indevido de logótipos, a integração com novas fontes de dados locais e, bem assim, a criação de painéis de gestão orientados para agências e consultoras responsáveis pela administração de múltiplas marcas.
Redacção: ola@targeting.ao


