A fabricante de cerveja Heineken anunciou a intenção de reduzir entre 5 e 6 mil postos de trabalho à escala global, o que corresponde a cerca de 7 % do seu efectivo, sendo que a medida surge como resposta directa à desaceleração das vendas em diversos mercados estratégicos.
Segundo a administração da empresa, sediada em Amesterdão, a reestruturação integra um programa mais abrangente de ganhos de eficiência, produtividade e optimização operacional, de modo que permita gerar poupanças estruturais relevantes e reforçar a competitividade do grupo a médio e longo prazo.
A empresa afirma em comunicado que registou em 2025 uma retracção dos volumes comercializados, com o consumo global de cerveja a diminuir aproximadamente 1,2 % em termos homólogos, verificando-se uma redução mais expressiva em mercados-chave da Europa e das Américas, num contexto marcado por condições macroeconómicas adversas, pressão sobre os custos e alterações nos padrões de consumo.
Assim, a companhia procedeu à revisão em baixa das projecções de crescimento do resultado operacional para 2026, passando a antecipar uma expansão situada entre 2 % e 6 %, pelo que o ajustamento do quadro de pessoal se enquadra numa estratégia de racionalização de custos, redimensionamento operacional e reforço da eficiência produtiva.
De acordo com a direcção, as medidas terão incidência transversal em várias geografias e áreas funcionais, com particular incidência em mercados cujas perspectivas de crescimento se revelam mais limitadas, sendo que o objectivo passa por adequar a estrutura organizacional a um cenário de procura mais moderada e a um ambiente concorrencial acrescido.
A decisão é adoptada num período de transição na liderança executiva, marcado pela saída anunciada do CEO Dolf van den Brink, mantendo a empresa a orientação estratégica centrada no reforço da eficiência operacional e na priorização de investimentos considerados críticos, apesar da pressão persistente sobre a procura global de cerveja.
Redacção: ola@targeting.ao


