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MultiChoice Talent Factory forma nova geração de cineastas e reforça aposta no audiovisual angolano

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Por Targeting
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A MultiChoice Angola reforça a sua estratégia de desenvolvimento do sector audiovisual nacional através da MultiChoice Talent Factory (MTF), um programa de formação que, segundo a empresa líder de entretenimento de África, procura responder às necessidades estruturais da indústria criativa do continente, numa altura em que cresce a procura por conteúdos locais capazes de competir em mercados internacionais.

Em declarações cedidas ao TARGETING, a direcção da MultiChoice Angola avançou em exclusivo mais detalhes sobre o impacto do programa em Angola, com efeitos que já começam a reflectir-se, sobretudo na trajectória profissional dos jovens formados. “Embora o número de beneficiários ainda seja reduzido, o programa tem demonstrado resultados muito concretos”, observa a organização. Na leitura da MultiChoice Angola, “a solidez da formação permite aos participantes transformar a paixão pelo cinema e pela televisão em projectos reais e aprender a contar histórias com qualidade internacional”.

Ao longo de oito anos de implementação, nove jovens angolanos passaram pela academia da MTF. Os resultados, segundo a MultiChoice Angola, começam a reflectir-se no panorama cultural do país. Em oito anos da iniciativa, com apenas nove angolanos formados até ao momento, já tivemos cinco filmes seleccionados e premiados em festivais nacionais e internacionais”, garante a empresa. Grande parte dessas produções foi realizada com recursos limitados, circunstância que, na perspectiva da organização, evidencia o potencial do sector. “Estamos a falar de produções de muito baixo orçamento. Imagine-se o que não poderiam fazer com mais apoio”.

MultiChoice Talent Factory forma nova geração de cineastas e reforça aposta no audiovisual angolano (DR)

Para a MultiChoice Angola, a criação da MTF surgiu da necessidade de estruturar melhor o ecossistema audiovisual africano. A empresa recorda que é actualmente o maior investidor em conteúdos locais no continente e que identificou, desde cedo, lacunas na formação e na experiência prática de muitos profissionais da área. Havia muito talento, mas também uma carência significativa de formação técnica, experiência prática e networking entre profissionais do sector”, refere. Nesse contexto, o programa foi concebido para “alavancar as indústrias criativas africanas, contando histórias nossas, para África e para o mundo, com um nível de produção competitivo a nível internacional”.

O modelo de formação da MTF combina especialização teórica e prática intensiva. Para garantir a qualidade do ensino, a iniciativa recorre a especialistas de diferentes áreas do audiovisual e estabelece parcerias com instituições e empresas internacionais. Na componente teórica a empresa centra-se na procura dos melhores especialistas africanos e internacionais, abordando desde a concepção de uma ideia até à gestão financeira de uma produção. Em paralelo, os estudantes passam por uma experiência prática exigente: ao longo dos 12 meses de formação chegam a produzir duas longas-metragens e trabalham em estúdios de produção nos países onde as academias estão instaladas.

Os estudantes angolanos frequentam a academia da região Austral, localizada em Lusaka, na Zâmbia, onde têm contacto directo com produções televisivas reais do canal Zambezi Magic. Durante esse período, participam em todas as etapas do processo criativo e produtivo, desde a escrita do guião até à pós-produção. Corresponde a um modelo de formação imersivo. “Há momentos em que os alunos chegam a permanecer nos próprios locais de produção devido à intensidade do trabalho”, refere a organização, descrevendo o processo como uma experiência prática desde o primeiro dia.

Essa abordagem distingue a MTF de modelos académicos mais tradicionais. Para além da participação de especialistas internacionais, a iniciativa envolve parcerias com instituições reconhecidas, como a Henley Business School, a Dolby e a New York Film Academy, assegurando uma formação multidisciplinar. “Num ano de formação, os estudantes acumulam uma experiência que normalmente levaria muito mais tempo a adquirir”, sustenta a MultiChoice.

No que diz respeito ao perfil dos participantes, a organização esclarece que o programa não procura um modelo rígido de candidato. A prioridade é identificar jovens com fortes motivações para o audiovisual e abertura para o processo de aprendizagem. “Não há perfis definidos. Procuramos jovens com verdadeira paixão pelo cinema e pela televisão, ainda com pouca experiência, para que possam absorver melhor o processo formativo”, explica a empresa. Muitos dos participantes chegam de percursos académicos e profissionais distintos e acabam por construir trajectórias bastante diversificadas após a formação.

MultiChoice Talent Factory forma nova geração de cineastas e reforça aposta no audiovisual angolano (DR)

O processo de selecção para o programa exige, no entanto, alguns requisitos fundamentais. Os candidatos devem ter mais de 18 anos, dominar a língua inglesa, uma vez que todas as aulas são ministradas nesse idioma, e possuir algum contacto prévio com o sector audiovisual ou formação superior. Estes factores são considerados importantes para acompanhar o nível de exigência da academia.

Os efeitos da iniciativa começam igualmente a manifestar-se no mercado de trabalho. A MultiChoice garante que todos os angolanos formados até agora se encontram profissionalmente activos, muitos deles directamente ligados às indústrias criativas. “Todos os jovens formados estão empregados e a maioria trabalha em projectos audiovisuais ou instituições relevantes no continente”, refere a empresa. Vários destes profissionais têm também participado em iniciativas de formação e capacitação de novos criadores.

A trajectória de Paulo Idalécio, realizador angolano, evidencia os efeitos concretos do programa. Durante o processo de selecção, recorda a empresa, o jovem referiu que o seu sonho era fazer um filme filmado no Cazenga. Pouco tempo depois de concluir a formação, participou como co-realizador da série Njila, exibida no canal Kwenda Magic e filmada em grande parte nesse mesmo município de Luanda.

Desde então, Idalécio tem vindo a acumular reconhecimento em festivais de cinema. O filme Os Segredos da Aldeia foi seleccionado para melhor curta-metragem no Angola Move e ganhou vários prémios no FescKianda, enquanto a sua obra mais recente, “Sabes Quem Eu Sou?”, integrou uma mostra especial dedicada aos 50 anos do cinema angolano durante o festival Cinémas d’Afrique, realizado em Lausanne e este ano foi seleccionada para o festival de Luxor, no Egipto e para o Watch Africa Film Festival no País de Gales.

Outros nomes também se têm destacado no circuito cinematográfico. A realizadora Eltina Gaspar venceu o prémio de melhor curta-metragem no Doc Luanda com o filme “Olha e Me Ouvirás”. Já Nazaré Gaspar, conhecida artisticamente como Nark Luenzi, foi seleccionada para representar Angola no festival Cinémas d’Afrique com a curta Teka. A realizadora é igualmente fundadora do colectivo Nekentu, dedicado à inclusão digital e à capacitação de mulheres nas áreas do audiovisual e da tecnologia.

Para além da formação, a MTF mantém uma ligação directa com o ecossistema de produção da MultiChoice. Os canais Africa Magic e Zambezi Magic, bem como as plataformas de streaming do grupo, são frequentemente utilizados para difundir projectos desenvolvidos por antigos estudantes. Os prémios Africa Magic Viewers’ Choice Awards incluem ainda categorias específicas dedicadas ao Talent Factory.

MultiChoice Talent Factory forma nova geração de cineastas e reforça aposta no audiovisual angolano (DR)

O modelo de negócio da MultiChoice, baseado na encomenda de conteúdos a produtoras independentes, também abre espaço para estes profissionais. Em vários casos, a empresa adquire conteúdos produzidos directa ou indirectamente por antigos estudantes do MTF, desde filmes e séries até programas de entretenimento.

A longo prazo, a organização acredita que a iniciativa poderá desempenhar um papel relevante no fortalecimento das indústrias criativas africanas. O objectivo passa por transformar os formandos em agentes activos na consolidação do sector. “Queremos que estes jovens se tornem figuras chave para o crescimento e sustentabilidade da indústria de cinema e televisão africana”, refere a empresa. O projecto pretende igualmente criar uma plataforma que exponha a diversidade cultural do continente ao mundo.

Actualmente, decorre o processo de candidaturas para uma nova turma da MultiChoice Talent Factory, enquanto os estudantes da edição de 2025 se encontram na fase final da formação na Zâmbia. Ainda não existem detalhes sobre uma eventual expansão do programa em Angola, mas a MultiChoice indica que pretende continuar a desenvolver a iniciativa.

Na orientação aos jovens criadores, a MultiChoice Angola aponta a importância da perseverança e do investimento sistemático em formação, tempo e parcerias estratégicas. Segundo a empresa, o êxito no sector audiovisual depende da articulação entre colaboração, visão estratégica e desenvolvimento contínuo de competências técnicas e criativas. Na fase inicial da carreira, a organização reforça ser essencial que os criadores consolidem uma linguagem cinematográfica própria, mesmo através de curtas-metragens de baixo orçamento, desde que garantam rigor na narrativa e na execução técnica.

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